Arquitetônico, estrutural, hidrossanitário e elétrico — o que cada disciplina resolve, a diferença entre projeto legal e executivo, e por que a compatibilização é o que separa uma obra tranquila de uma obra cheia de retrabalho.
Projeto barato costuma sair caro na obra. Não porque o desenho esteja errado, mas porque cada disciplina foi feita isolada da outra — e o conflito só aparece quando o pedreiro está com a marreta na mão.
É o clássico "tubulação que bate em viga" ou "porta que não abre por causa do quadro elétrico". A compatibilização resolve isso antes de a obra começar, no digital, onde corrigir custa uma fração.
Uma obra bem projetada tem quatro conjuntos de projeto conversando entre si. Cada um segue normas próprias e tem responsabilidade técnica própria.
Cada disciplina tem a sua ART. Não existe "uma ART do projeto inteiro" — o que existe é um responsável técnico por conjunto, e é assim que a responsabilidade fica rastreável.
O projeto legal é a versão feita para aprovação na Prefeitura. Ele responde ao Código de Obras do município: recuos, taxa de ocupação, gabarito, acessibilidade. É o que tira o alvará.
O projeto executivo é a versão para construir. Traz o detalhamento que o legal não precisa ter: dimensionamento estrutural, traçado das instalações, especificação de materiais e as soluções de cada encontro entre disciplinas.
O legal pode ser contratado isolado — mas construir só com ele significa decidir na obra o que deveria ter sido decidido na prancheta.
Aprovação na Prefeitura · atende ao Código de Obras · define implantação, recuos e áreas · é o que viabiliza o alvará. Não traz detalhamento suficiente para executar.
Construção · dimensionamento e detalhamento · traçado das instalações · especificação de materiais · quantitativos para orçamento · compatibilização entre disciplinas.
Compatibilizar é sobrepor as quatro disciplinas e resolver, no digital, todos os pontos em que uma atravessa a outra.
Sem isso, o conflito é descoberto na obra — e ali cada solução improvisada custa material, hora de equipe e, com frequência, desempenho: furo em viga para passar tubulação, forro rebaixado para esconder o que não coube, quadro elétrico em posição que atrapalha o uso.
Projeto entregue não é só desenho. Confira se o pacote inclui:
O caminho tem quatro fases, e cada uma só começa quando a anterior está aprovada por você.
Casa unifamiliar: tipicamente de 6 a 10 semanas do briefing ao executivo — mais o prazo de tramitação da Prefeitura, que varia por município e não depende do projetista.
Projetar sobre o que já existe exige uma etapa que a obra nova não tem: entender o existente. Estrutura, prumadas e circuitos precisam ser levantados antes de qualquer proposta.
É por isso que reforma sem levantamento vira surpresa: a parede que se queria remover é estrutural, a prumada não passa onde se imaginava, o quadro não suporta a carga nova.
Em unidade de condomínio, a obra que altera estrutura, instalações ou fachada também exige o laudo/plano de reforma da NBR 16280. Projeto e laudo caminham juntos — e o síndico vai pedir os dois.
O que definir e o que exigir na proposta.
Este guia cobre a regra geral. O enquadramento do seu imóvel depende dos documentos e da vistoria — e quem responde isso é o engenheiro, não uma página.
Falar com um engenheiroA JUST desenvolve o projeto completo — arquitetônico, estrutural, hidrossanitário e elétrico — com compatibilização entre disciplinas, memorial, quantitativos e ART registrada por disciplina.
Ver Projetos de Engenharia e pedir orçamento